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quinta-feira, maio 13, 2010

Confusão.

Por que a vida não se simplifica de vez em quando? Por que sempre existe algo para atrapalhar?
Tudo bem, admito que a maior parte de minhas complicações são provenientes de meus próprios atos. Mas, afinal, não sou eu apenas um ser humano? Mas o que seria ser humano?
Quem sou eu para saber, né...
Mas, acredito que ser humano englobe muitas coisas.
Imagine ser humano sem sofrimento, sem dor. Imagine ser humano sem alegrias, sem sorrisos. Imagine ser humano sem aquele olhar doce no fundo dos olhos daquela pessoa. Imagine ser humano sem o amor, toda mágoa que ele traz e sendo ele o melhor sentimento do mundo. Imagine ser humano sem o calor. Imagine ser humano sem ser humano.
Não consigo me imaginar sem ser confusa, bipolar, estranha... Não consigo me imaginar sem derramar lágrimas por tudo - seja por raiva, tristeza ou felicidade. Não consigo me imaginar sem ser eu.
Realmente, o que seria dos seres humanos sem os erros?
Apenas seres humanos.
Eu sei que sou muito mais que isso. Sou mais que humana, sou mais que ser.
Sou eu... Sou Eliza... Sou quem nunca poderão ser por mim.
Sou errada, e não quero ser certa.
Adoro ser assim.


"Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior."

domingo, maio 09, 2010

Ela.

Ela.
Ela tinha o mundo em suas mãos.
Mas ela queria dividir o mundo com alguém. Alguém que fosse especial, inteligente, estranho. Alguém que a entendesse, que compartilhasse dos mesmos sonhos que ela. Ela não procurava por alguém perfeito, ela procurava por alguém. Alguém de carne e osso. Alguém que contivesse defeitos e qualidades. Alguém que fosse fazê-la passar por situações de perigo, que fosse deixá-la insegura, e mesmo assim feliz. Alguém que simplesmente a fizesse sorrir.
Ela só queria sorrir.
O mundo que estava nas mãos dela era vazio e pequeno demais sem esse alguém. E ela ainda nem sabia quem esse alguém era.
A cada vez que uma pessoa parecida com o alguém cruzava o seu caminho, ela pensava que finalmente tinha achado o alguém dela. Mas aí, ele ia embora, e a deixava sozinha, gritando na escuridão. Essa cena se repetia, se repetia. Ela cansou, decidiu não procurar mais. Decidiu que ficaria parada sempre no mesmo lugar. Ela e seu mundo... e só!

Mas no fundo, bem lá no fundo, ela ainda esperava. Esperava que o alguém ia chegar, de bermudas e chinelos, ou de jeans e all star, e ia ser o alguém dela.
Ela não procurava mais, mas esperava. Tinha esperança. Não dizem que a esperança é a última que morre? Era o sentimento que restava a ela. Esperança.

Até hoje o alguém dela ainda não apareceu. Mas ela ainda está esperando, parada, esperando. Ele vai vir. Quando ela não sabe. Ela só sabe que ele existe, em algum lugar. E que é isso que a mantém respirando a cada dia!

sábado, maio 08, 2010

Ambiguidade.

Sou ambígua.
Somos ambíguos.
Mas eu sou pior.. Cuidado comigo, sou perigosa.
O tipo de perigosa que não faz mal a uma mosca. O tipo de perigosa que te fere com um olhar. O tipo de perigosa que não precisa de armas para machucar.
Sou perigosa...
Sou boa, sou má.
Sou inocentemente perigosa.
Levo tudo o que me falam pra um lado mais obscuro, talvez quase libidinoso. Levo tudo pro lado que eu desejo levar. O lado onde o desejo se deixa ver, e a timidez se esconde.
Guardo para mim, ou deixo falar. Depende... Sempre depende. Da situação, das pessoas.
Me julgam a cada passo que eu dou, e faço questão de sempre deixar a impressão errada de mim por onde eu passo. Afinal, só quem me interessa tem que me conhecer. Os outros, faço questão que justamente não me conheçam e fiquem sempre com aquela pergunta: "quem é ela?"

Sou ambígua.
Sou intencionalmente e inocentemente má.
Sei a hora de parar, a hora de continuar. Mas às vezes preciso continuar quando devo parar, e parar quando devo continuar. E simplesmente sigo o que desejo.
Por isso sou má, perigosa...
Cuidado comigo.